terça-feira, 26 de abril de 2016

Ielmo Marinho - RN; Prefeito xinga vereadores e diz que Justiça é “pior que político ruim”

O prefeito de Ielmo Marinho, Francenilson Alexandre (PP), é um usuário assíduo do aplicativo WhatsApp. Integra vários grupos e passa boa parte do dia on-line. Todavia, faz o tipo discreto, recatado, pouco fala. Apenas lê as mensagens e ouve os áudios que lhe mandam.
Mas será mesmo? Nem sempre.
Política em Pauta teve acesso a uma conversa de janeiro passado, envolvendo o gestor municipal, no mínimo curiosa. Nela, Francenilson afirma ter desmoralizado vereadores da cidade e se refere aos parlamentares como “bosta”.
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“Bom dia, amigo. Viu aí o que a gente fez? Desmoralizei de novo esses vereadores bosta”, diz.
A pessoa com quem ele conversa, então, o incentiva e dá a entender que almeja um cargo comissionado na Prefeitura. Mas o chefe do Executivo municipal pede calma, e apresenta um argumento um tanto quanto estranho para isso.
“Deixe para depois de fevereiro. Estou gastando muito pagando advogado”, alega. “Estou gastando muito com a Justiça. São piores que políticos ruins (risos). Estou gastando um dinheirão”, completa.
Hã?! Como assim?! Confesso que levei um certo tempo até digerir tamanho impropério.“Estou gastando muito com a Justiça”? “São piores que políticos ruins”?
Coincidência ou não, desde fevereiro, a farra das nomeações é intensa na Prefeitura de Ielmo Marinho. Diariamente, dezenas de pessoas aparecem no Diário Oficial assumindo secretarias, chefias, coordenações etc. Resta, agora, saber se o “pidão” do WhatsApp também é uma delas.
Estamos de olho. E o Ministério Público também.
Nota do blog Politica em Pauta:
Vereador por dois mandatos, o prefeito Francenilson Alexandre deve conhecer bem o significado da palavra “decoro”. Ou será que esqueceu? Porque chamar de “bosta” os ex-colegas é completamente despropositado. Assim como declarar “gastar muito com a Justiça”, que dá margem para interpretações nada interessantes. Desrespeitoso e deselegante, ele atacou diretamente os poderes Legislativo e Judiciário, fundamentais à sociedade e referendados pela Constituição.

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