sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Execução do ex-prefeito de São Pedro: acusados seguem presos e vão a júri popular

 

Foto: Reprodução

A Justiça decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri os quatro acusados de participar da execução do ex-prefeito Miguel Cabral Nasser, morto a tiros em Natal. Serão julgados Idcarlos de Souza Costa, Jacksonrubens Gomes Nascimento, José William Oliveira da Silva e Júlio César Melo de Souza.

Na decisão de pronúncia, o juiz entendeu que há provas e indícios suficientes da participação dos réus no crime, justificando que o caso seja analisado por um júri popular. O magistrado também determinou a manutenção da prisão preventiva dos acusados, citando a gravidade do homicídio e o risco de fuga.

Segundo a decisão, parte dos investigados deixou o Rio Grande do Norte após o crime e foi localizada nos estados de Pernambuco e Ceará, circunstância que reforçou a necessidade de mantê-los presos.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o assassinato ocorreu no dia 3 de fevereiro de 2025, por volta das 18h30, na calçada da Banca Atheneu, na Avenida Campos Sales, no bairro Petrópolis, Zona Leste de Natal. Conforme a investigação, os quatro acusados agiram de forma coordenada e efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra Miguel Cabral Nasser. O ex-prefeito morreu no local, enquanto outras duas pessoas ficaram feridas.

Ainda segundo o Ministério Público, o homicídio teria sido motivado por uma disputa entre facções criminosas. As investigações apontam que o ataque foi previamente planejado e executado de forma a impedir qualquer possibilidade de reação das vítimas.

Para embasar a denúncia, foram reunidos laudos periciais, imagens de câmeras de segurança, registros de GPS do veículo utilizado na fuga e outros exames técnicos produzidos durante a investigação.

Na decisão, o juiz também destacou que um dos acusados confessou ter efetuado os primeiros disparos. De acordo com o magistrado, a versão apresentada é compatível com as imagens das câmeras de segurança, que mostram um homem se aproximando da vítima por trás antes de iniciar os tiros.

Além da confissão, a Justiça considerou provas como exames periciais, imagens de estabelecimentos comerciais e dados de geolocalização do veículo utilizado pelos suspeitos.

Com a decisão de pronúncia, o processo avança para o Tribunal do Júri, que será responsável por decidir se os quatro acusados são culpados ou inocentes pelos crimes imputados pelo Ministério Público.

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