Seja na aula de spinning, de
musculação, nas oficinas de teatro ou no trato com as crianças no trabalho como
professora, Débora Araújo Seabra de Moura, de 31 anos, prova que a inclusão é
possível.
Moradora de Natal (RN), ela
estudou exclusivamente na rede regular de ensino, e foi a primeira pessoa com
síndrome de Down a se formar no magistério, em nível médio, no Brasil, em 2005.
Fez estágio na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e há nove anos
trabalha como professora assistente em um colégio particular tradicional de
Natal, a Escola Doméstica.
Débora considera que sua vida
escolar teve mais experiências positivas. “A escola regular me fez sentir
incluída com as outras crianças. Para mim não existe separação. Superei
preconceitos, fiz muitas amizades e mostrei para as pessoas o que era a
inclusão”, afirma.
Contrariando tendências, o médico
psiquiatra José Robério, de 72 anos, e a advogada Margarida, 71, pais de Débora
não imaginaram outra escola para a garota, se não a regular. Foi assim por toda
a vida escolar, nem sempre fácil. Ainda na educação infantil, Débora lembra de
ter sido chamada de ‘mongol’ por um garoto. Ela chorou, ficou magoada, mas
encontrou na professora uma aliada que explicou à classe que ‘mongois’ eram os
habitantes da Mongólia e ainda ensinou as crianças o que era a síndrome de
Down.
Fonte: G1/RN

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